segunda-feira, 30 de abril de 2012

Interrogatório - Luciana


                                                        O dia D...
                O delegado do bairro, para solucionar a morte do Sr. João da Silva, me convocou para esclarecimentos, já que o cadáver foi encontrado na soleira de minha porta.
                O delegado começou o interrogatório perguntando sobre minha rotina no dia do acontecido.
                Relatei que meu dia era normal: abri os olhos, consultei o relógio da cabeceira. Levantei-me. Fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto. Ouvi a campainha da porta. Enxuguei-me às pressas. Sai do banheiro. Caminhei até a porta, destranquei a fechadura e abri a porta. Diante a soleira da porta vi um homem caído.
- O que o senhor fez?
- Eu, corri os olhos em torno e percebi que não havia ninguém no corredor.
-Tentou socorrê-lo?
- Eu abaixei e o toquei com os dedos. Senti que o corpo estava frio e rígido.
-Ele já estava morto?
-Sim, era um cadáver.
-Como você reagiu?
-Corri para o telefone e disquei o número da Central de polícia.
O senhor conhecia o morto? Já tinha o visto nas redondezas?
- Não, nunca o vi no meu bairro.
- Senhor, estou investigando o caso e acredito que o colocaram lá para incriminá-lo. O senhor tem inimigos?
- Que eu saiba, não, doutor.
-Bom, por enquanto é só, mas, não saia da cidade, pois, posso precisar de mais declarações.
-Sim, doutor.

Depoimento de leitura

              Meu gosto pela leitura começou logo cedo, criança, minha mãe é viúva e tivemos que morar com uma tia (sua irmã) por causa das despesas da casa, minha tia era PEB I readaptada, hoje falecida, mas ficava na biblioteca da escola, e todos os dias trazia livros para que eu folheasse e lesse, assim foi até descobrir Monteiro Lobato, li e reli várias vezes Reinações de Narizinho, e assim continei lendo. Quando meus filhos nasceram, o 1º por ser muito nova (17 anos) comprava livros mas não o incentivava tanto, mas, com a Beatriz, hoje com 13 anos, até livro de banho comprei, hoje participamos de um grupo de livros, onde realizamos trocas temporariamente, e o mais gostoso é perceber o quanto ela gosta de ler e procura por livros bons.  

domingo, 29 de abril de 2012

Para entender nosso blog: Ah... que leitura boa!

Para que os visitantes possam entender o nosso blog é preciso esclarecer que por enquanto, de acordo com nossa apresentação, temos duas produções de texto postadas pelos colaboradores: uma delas é um depoimento sobre como cada um de nós tornou-se um leitor e a outra é um interrogatório, gênero que nos foi atribuido pela tutora de nosso curso Leitura e Escrita no Contexto Digital.

sábado, 28 de abril de 2012

Depoimento de Leitura


Não me recordo, quando comecei a ler e a escrever, o tempo passa muito rápido e as coisas não ficaram armazenadas em minha memória, lembranças, sim, existem: a lousa dependurada na sala de minha casa onde eu passava um bom tempo do meu dia, ensinando as minhas bonecas, tempo bom, onde as crianças admiravam e respeitavam os professores como ídolos, hoje isto esta fora de moda, mas com certeza tudo depende de nós para ter um rumo.
Sobre minha adolescência posso relatar que várias coisas aconteceram, mudamos da grande São Paulo (capital), para uma cidadezinha do interior, onde o ensino de 8ª série era realizado apenas no período noturno, lá encontrei Dona Nilce, que nos levava a cada aula a refletir, ler e buscar o conhecimento, e dizia que desta sala sairiam vários profissionais,e realmente aconteceu, mas para falar em leitura o livro cobiçado da época era "Cristiane F", uma garota de 13 anos, que tinha um pai alcoólatra e uma mãe permissiva, desta forma conduzindo-a ao mundo das drogas, mas como não tinha dinheiro para sustentar o vício, passou a se prostituir, e ao final do livro, nos deparamos com uma overdose, da qual ela consegue se safar.
Este livro trazia temas que podiam acontecer com qualquer um de meus amigos, mas caso ocorressem eram camuflados, então o livro nos possibilitava saber mais sobre um assunto proibido para época, hoje acredito que este livro não chame tanta atenção, pois a realidade mudou, as informações mudaram , a juventude mudou.
Outro livro bem interessante era o "Sozinha no Mundo", é a história de uma menina que perde a mãe e vai para capital a procura de um parente, e quando chega a capital encontra vários obstáculos ms vence todas as dificuldades no final. É claro que se fosse relatar todos poderia escrever por vários e vários parágrafos, mas creio que estes dois são suficientes para relembrar um pouco da minha adolescência.
O tempo passou e as coisas foram tomando outros rumos, me apaixonei pela área de exatas e fui em busca de conquistar meus objetivos ,hoje leio pouco, por falta de tempo, mas como escreveu André Maurois "A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde".

Por: Sandra Rodrigues
Cursos Práticas –
 Interrogatório.
 
Chegando ao 7º Distrito o Delegado Perez pediu para acompanhá-lo, entramos numa sala ao lado de um balcão, onde me ofereceu um acento e em seguida começou o interrogatório:
Delegado: Como a senhora encontrou o cadáver na soleira de sua porta?
Eu: Bem Sr. Delegado, ainda estava dormindo quando o relógio tocou como de costume, levantei e fui fazer minha higiene pessoal, logo em seguida escutei a campainha tocar, sai do banheiro as pressas e desci  as escadas caminhando até a porta quando me deparei com um jovem estático na soleira da porta caído.
Delegado: A senhora só escutou a campainha? Ou mais algum barulho?
Eu: Somente a campainha, apesar de ter olhado ao redor, mas nada constatei.
Delegado: Tinha mais alguém com a senhora?
Eu: Não, estava sozinha nesse dia.
Delegado: O que fez quando viu o individuo na soleira da sua porta?
Eu: Toquei na pessoa e observei que estava frio e rígido, portanto estava morto, corri ao telefone e liguei para avisar a central de policia, espero que tenha procedido corretamente.
Delegado: Sim perfeitamente a Sra. esta dispensada por hoje agradeço sua atenção.
Eu- Obrigada Delegado Perez e bom serviço.




quinta-feira, 26 de abril de 2012

Averiguação Policial


Após acionar a Policia e fazer um  boletim de ocorrência, o delegado me convoca  para dar maiores esclarecimentos.
Senhora poderia me relatar como este fato aconteceu?
Todo dia tenho minha rotina matinal, e nessa manhã não foi diferente, ou melhor a única coisa que aconteceu diferente foi o toque da campanhia, e quando fui atender me deparo com uma mulher  caída, me assustei e logo coloquei  a mão sobre ela  e percebi que não havia sinal de vida, então comecei a gritar e dessa forma as pessoas correram pra ver o que havia acontecido e dessa forma me ajudar.
A senhora suspeita de alguém da redondeza?
Para ser direta ao Senhor Delegado Não!  trabalho a 20 km de minha casa, o que faz com que veja meus vizinhos apenas aos finais de semana, então não sei se nessa semana havia alguém diferente rondando o bairro.
É verdade  que a senhora não conhecia a pessoa que estava caída em sua porta?
Não. Enquanto a conhecer a vitima, posso lhe dizer que talvez na padaria, Seu Manoel, possa lhe dar maiores informações, pois seu estabelecimento fica aberto 24 horas.
Poderia indiciar alguém como culpado por esse crime?
Não,  mas talvez as imagens da câmera de segurança da casa em frente, possa esclarecer mais os fatos se aconteceu queima de arquivo ou apenas um mal súbito.
Tem outras pessoas que possam relatar outras informações?
O que posso dizer  é que na hora do fato não me recordo quem esteve lá que possa lhe fornecer mais informações a não ser essas que citei acima em meu depoimento.
Por que a senhora colocou a mão sobre a pessoa?
Na hora pensei que ela apenas havia caído e não que estaria morta, pois dessa forma verifiquei que estava sem vida, ao invés de acionar a emergência, comuniquei a policia para que tudo ficasse esclarecido.
Por enquanto a senhora esta dispensada, vamos averiguar os fatos e qualquer duvida entro em contato novamente.
Obrigada, estarei a disposição sempre que necessário.
Minha fantástica experiência com a leitura e escrita

Minha experiência com a leitura e a escrita começou muito cedo. Tenho irmãos mais velhos que freqüentavam a escola e fazia os comentários do que ocorria, em casa eu ficava atenta e curiosa, tentando imaginar o que eles relatavam.
Tinha o apoio e orientações de meus irmãos logo, não demorei muito para aprender a “decifrar”as letras e palavras; em função dessa situação meu pai conseguiu que eu freqüentasse  a escola como aluna ouvinte. No final desse mesmo ano obtive a autorização do Diretor responsável pela escola para que fizesse a avaliação final e fui junto com os outros alunos para a série seguinte, estava promovida.
Durante a minha vida escolar, freqüentei muito as bibliotecas, principalmente no Ensino Fundamental II, antigo Ginasial e no Ensino Médio, antigo Colegial, pois essas escolas contavam com um acervo literário muito bom.
Minha experiência com a leitura e escrita também foi influenciada, além da minha família, pelos professores de Língua Portuguesa e das demais disciplinas, que despertaram em mim a curiosidade e o interesse pelos diferentes gêneros literários, autores e obras.
Maria Regina Carta Roberto
Cursos Práticas –
 Interrogatório.
De manhã, estava fazendo minha higiene pessoal, ouço a campainha, abro a porta e a surpresa; um homem caído. Qual o meu espanto: Está morto!
Encostei uma das mãos em seu corpo e percebi que já se encontrava duro e gelado. Constatei que já fazia algumas horas que o incidente tinha ocorrido.
Ia pegar o telefone para ligar para a polícia, quando do nada aparece uma jovem desesperada, fazendo perguntas sem esperar ou pensar nas  respostas:
-Como ele chegou até aqui?
-Quem fez isso?
-Por que ele não foi para casa?
-Você o chamou para vir até aqui?
-Onde está a sua mochila?
-Por que ele não me ligou?
-Por que você não chamou um médico?
-Onde está o celular dele?
Passado alguns instantes, e a jovem mais calma, perguntei:
-Quem é você? O que é dele?
Chorosa ela respondeu:
-Sou Sônia, esposa dele, mudamos á poucos dias neste prédio.
Continuei com as perguntas, precisava de informações:
-Como é o nome dele? Não acha que devemos chamar a polícia?
Ela, então respondeu:
- O nome dele é Pedro. Por favor, faça isso, concordou, preciso de ajuda para saber o que aconteceu com meu marido.
Maria Regina Carta  Roberto

quarta-feira, 25 de abril de 2012


Depoimento- leitura e escrita

Minha família morava no sitio, era muito pobre, meu pai tinha cinco filhos  e não podia gastar dinheiro comprando livros, comecei a trabalhar na roça desde muito cedo, mas meu pai incentivava meus estudos apesar de quase não ter acesso aos livros, mas gostava muito de ler minha cartilha, minha escola ficava na zona rural, nem biblioteca e a professora não trazia livros.

Terminei a 4ª série e fui para a 5ª série, minha escola passou a ser na cidade, assim pude frequentar a biblioteca da escola e a municipal e a professora de português D. Durvalina incentivava a leitura pedindo para a gente ler a coleção vaga lume como o livro Ilha Perdida, li todos da coleção, depois li Pedro Malasartes, Monteiro Lobato, li os clássicos, as lendas e na faculdade Marilena Chauí entre muitos outros. Atualmente sou professor de História, Sociologia e Filosofia, agora fiz Pedagogia, sempre gostei muito de ler não tive acesso como temos hoje essa facilidade, falta incentivo e temos como mudar isso cada  professor cobrando e incentivando o aluno a criar o gosto pela leitura.

Paulo

INTERROGATÓRIO

Como faço todos os dias acordo, faço minha higiene pessoal e saio muito cedo para o trabalho, mas aquele dia foi diferente. Quando estava me preparando para sair ouço a campainha tocar. Fiquei surpreso! Tão cedo! Quem seria! Ao abrir a porta fiquei atônito, vejo diante dos meus olhos um homem caído, não havia mais ninguém na rua, abaixei para me certificar o corpo estava frio, a vitima estava sem vida! Corri ao telefone e avisei a policia. O corpo foi retirado da soleira da porta e dias depois recebi uma intimação para comparecer a Delegacia de Policia do bairro.

 O delegado começou o interrogatório.

- Como o senhor descobriu o cadáver?

-Estava em minha residência, quase pronto para ir ao trabalho quando ouvi a campainha da posta tocar e ao abri a posta encontrei o homem caído já sem vida.

- Viu alguém suspeito na rua?

- Não minha rua é deserta, não tinha ninguém na rua.

- Conhecia o homem?

- Não, nunca  o vi passando na minha rua, acredito que estava passando por ali e deve ter se sentido mal procurou ajuda e já era tarde demais.

- O senhor sabe se alguém da rua conhecia o homem?

- Não sei Delegado porque trabalho o dia todo e não tenho muito contato com os vizinhos.

- O Senhor está dispensado, por enquanto é só, se eu precisar do seu depoimento novamente  entrarei em contato.

- Obrigado, espero que o senhor possa elucidar os fatos o mais rápido possível.


Quando tive que falar... Interrogatório (Renata)




Naquela manhã, apesar da noite mal dormida, o relógio despertou às 06h00min, como de costume. Coei o café, tomei uma xícara e fui tomar meu banho, precisava, além de acordar, me renovar. Tive que desligar o chuveiro, colocar um roupão e ir atender a porta, pois por incrível que pareça, a campainha estava tocando. Era ele, estendido na porta com a mesma roupa que vestiu às pressas na noite anterior. Toquei seu rosto, estava gélido.  Um grito foi sufocado logo que chegou à minha garganta. Disquei para a polícia e alguém do outro lado atendeu. Relatei o óbvio: tratava-se de um estranho que encontrei na porta de casa. Fui instada a comparecer à delegacia e lá fui interrogada pela primeira de muitas vezes pelo delegado de plantão:

Delegado: a senhora conhecia o homem que encontrou morto na porta de sua casa?

Eu: nem de vista.

Delegado: a senhora não ficou assustada quando o viu, morto, ao abrir a porta?

Eu: sim, claro que sim.

Delegado: E porque não gritou? Não chamou algum vizinho?

Eu: Não gritei... Ah...não sei. Acho que o choque foi tão violento que fiquei sem voz. Os vizinhos, não conheço, sou nova naquela rua, saio muito cedo para trabalhar e só volto à noite.

Delegado: A senhora estava sozinha em casa quando encontrou o cadáver?

Eu: Sim, eu estava, naquela hora, antes também, sabe, eu moro sozinha.

Delegado: E não ficou com medo de abrir a porta tão cedo? Ainda estava um pouco escuro, final de horário de verão...

Eu: eu não pensei em perigo não.

Delegado: e durante a noite, a senhora ouviu alguma coisa?

Eu: só um carro passando umas duas horas antes.

Delegado: mas é uma rua movimentada, como a senhora distinguiu um carro específico?

Eu: eu não distingui não, acho que é coisa da minha cabeça.

Delegado: por enquanto paramos por aqui. Vamos aguardar até a semana que vem, vou notificá-la para comparecer novamente...

Eu: Isso é mesmo necessário?

Eu tinha calafrios por dentro, afinal eu não havia passado a noite sozinha.





Depoimento: Eu e a leitura

Desde meus quatro ou cinco anos meu sonho era aprender a ler. Como não freqüentei pré-escola, aprendi a ler no primeiro ano do ensino fundamental quando tinha seis anos e meio. Eu já tinha alguns livrinhos que uma tia professora tinha me dado de presente. A partir dessa época comecei a ler de tudo um pouco, tudo que me caia nas mãos. A leitura foi minha porta para a educação, uma vez que meus pais não são pessoas estudadas e leitoras. Portanto, foi por meio dos livros que descobri quem eu realmente era e queria ser. Concordo com Antonio Candido quando ele coloca que a leitura, principalmente a literatura, é o caminho para nos tornarmos humanos, com pensamentos e sentimentos que nos diferenciam dos animais. Portanto, o ato de ler me tornou humana e vivendo a leitura, eu e meu marido temos conseguido criar duas filhas leitoras, suprema felicidade!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para iniciar uma boa leitura...

Para iniciar uma boa leitura, ou melhor, para nós, professores, entendermos melhor o ato de ler, sua importância nas ações de letramento e o prazer envolvido na leitura,  aqui vão dois textos e seus respectivos links:


Carta de Paulo Freire aos professores - Paulo Freire



O Prazer da Leitura - Rubem Alves



Boa leitura para todos!

Renata

Ah... Que leitura boa! Introdução

Ah... Que leitura boa!


Este é o Blog do grupo 03, da turma 54 do curso Leitura e Escrita no Contexto Digital. Trata-se de um curso à distância implementado pela EFAP - Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Esse curso é voltado à formação em serviço dos educadores da rede estadual de ensino e tem como objetivo fomentar novas práticas de leitura e escrita, mormente àquelas ligadas aos contextos digitais. Os componentes são os professores: Paulo, Mônica, Maria Regina, Sandra e Luciana e a supervisora de ensino Renata, todos da rede estadual de ensino e todos interessados em se apropriarem de novas formas de leitura e escrita na atual sociedade da informação e do conhecimento. Para nós o Blog é uma coisa nova, interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora e temerária, pois tudo que é novo dá um pouco de medo. Mas vamos lá....O nome do Blog: Ah... que leitura boa! Vem da idéia que foi uma constante nas discussões do fórum do curso, de que ler é bom, é gostoso, é prazer, enfim é uma felicidade. Esperamos que o blog cresça e apareça como toda boa leitura e que muitos venham nos visitar e compartilhar desse prazer... Portanto, neste espaço vamos compartilhar nossas experiências de leituras... Vamos participar! Ler é muito bom e as novas tecnologias nos oferecem novas oportunidades de leitura.