O dia D...
O delegado do bairro, para solucionar a morte do Sr. João da Silva, me convocou para esclarecimentos, já que o cadáver foi encontrado na soleira de minha porta.
O delegado começou o interrogatório perguntando sobre minha rotina no dia do acontecido.
Relatei que meu dia era normal: abri os olhos, consultei o relógio da cabeceira. Levantei-me. Fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto. Ouvi a campainha da porta. Enxuguei-me às pressas. Sai do banheiro. Caminhei até a porta, destranquei a fechadura e abri a porta. Diante a soleira da porta vi um homem caído.
- O que o senhor fez?
- Eu, corri os olhos em torno e percebi que não havia ninguém no corredor.
-Tentou socorrê-lo?
- Eu abaixei e o toquei com os dedos. Senti que o corpo estava frio e rígido.
-Ele já estava morto?
-Sim, era um cadáver.
-Como você reagiu?
-Corri para o telefone e disquei o número da Central de polícia.
O senhor conhecia o morto? Já tinha o visto nas redondezas?
- Não, nunca o vi no meu bairro.
- Senhor, estou investigando o caso e acredito que o colocaram lá para incriminá-lo. O senhor tem inimigos?
- Que eu saiba, não, doutor.
-Bom, por enquanto é só, mas, não saia da cidade, pois, posso precisar de mais declarações.
-Sim, doutor.