quarta-feira, 25 de abril de 2012


INTERROGATÓRIO

Como faço todos os dias acordo, faço minha higiene pessoal e saio muito cedo para o trabalho, mas aquele dia foi diferente. Quando estava me preparando para sair ouço a campainha tocar. Fiquei surpreso! Tão cedo! Quem seria! Ao abrir a porta fiquei atônito, vejo diante dos meus olhos um homem caído, não havia mais ninguém na rua, abaixei para me certificar o corpo estava frio, a vitima estava sem vida! Corri ao telefone e avisei a policia. O corpo foi retirado da soleira da porta e dias depois recebi uma intimação para comparecer a Delegacia de Policia do bairro.

 O delegado começou o interrogatório.

- Como o senhor descobriu o cadáver?

-Estava em minha residência, quase pronto para ir ao trabalho quando ouvi a campainha da posta tocar e ao abri a posta encontrei o homem caído já sem vida.

- Viu alguém suspeito na rua?

- Não minha rua é deserta, não tinha ninguém na rua.

- Conhecia o homem?

- Não, nunca  o vi passando na minha rua, acredito que estava passando por ali e deve ter se sentido mal procurou ajuda e já era tarde demais.

- O senhor sabe se alguém da rua conhecia o homem?

- Não sei Delegado porque trabalho o dia todo e não tenho muito contato com os vizinhos.

- O Senhor está dispensado, por enquanto é só, se eu precisar do seu depoimento novamente  entrarei em contato.

- Obrigado, espero que o senhor possa elucidar os fatos o mais rápido possível.


Um comentário:

  1. O dia D...


    O delegado do bairro, para solucionar a morte do Sr. João da Silva, me convocou para esclarecimentos, já que o cadáver foi encontrado na soleira de minha porta.

    O delegado começou o interrogatório perguntando sobre minha rotina no dia do acontecido.

    Relatei que meu dia era normal: abri os olhos, consultei o relógio da cabeceira. Levantei-me. Fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto. Ouvi a campainha da porta. Enxuguei-me às pressas. Sai do banheiro. Caminhei até a porta, destranquei a fechadura e abri a porta. Diante a soleira da porta vi um homem caído.

    - O que o senhor fez?

    - Eu, corri os olhos em torno e percebi que não havia ninguém no corredor.

    -Tentou socorrê-lo?

    - Eu abaixei e o toquei com os dedos. Senti que o corpo estava frio e rígido.

    -Ele já estava morto?

    -Sim, era um cadáver.

    -Como você reagiu?

    -Corri para o telefone e disquei o número da Central de polícia.

    O senhor conhecia o morto? Já tinha o visto nas redondezas?

    - Não, nunca o vi no meu bairro.

    - Senhor, estou investigando o caso e acredito que o colocaram lá para incriminá-lo. O senhor tem inimigos?

    - Que eu saiba, não, doutor.

    -Bom, por enquanto é só, mas, não saia da cidade, pois, posso precisar de mais declarações.

    -Sim, doutor.

    Interrogatório - Luciana

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